Destinação social do IR e Lei Maria da Penha foram debatidos
05 de abril de 2013
A 7ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Chopinzinho, ocorrida na terça-feira, 2, foi marcada pela presença de dois Promotores de Justiça. Os assuntos pontuados, na ocasião, foram referentes à destinação social do imposto de renda e a Lei Maria da Penha e sua aplicabilidade.
“Os convites feitos pelo Poder Legislativo partiram em situações isoladas, observando a importância de cada tema e a necessidade de proporcionar à nossa população o maior número possível de informações sobre estes assuntos”, explicou o Presidente da Câmara, Amarildo Secco.
Na ocasião, o Promotor de Justiça da Comarca de Chopinzinho - 1ª Promotoria, Emiliano Waltrick, explanou sobre a Lei Federal que permite que o contribuinte opte por destinar parte de seu imposto de renda ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – FMDCA. As pessoas físicas podem fazer a destinação parcial do seu imposto de renda tendo como percentual máximo de doação de 3% do seu imposto de renda devido.
Maria da Penha
“Esta é uma Lei que funciona”. Com esta afirmação, a Promotora de Justiça, Maria Fernanda, iniciou sua explanação sobre a Lei Maria da Penha que atua no combate à violência contra a mulher.
Otimista, a Promotora afirmou que para a Lei funcionar de forma efetiva é preciso que as mulheres se levantem e denunciem. “É preciso que a mulher tenha muita coragem e busque sair da situação de subordinação em que a violência a coloca. Para isso ela pode procurar tanto a Delegacia quanto o Ministério Público”, orientou.
Maria Fernanda explicou que a partir da denúncia formalizada, a Lei Maria da Penha permite a aplicação de medidas protetivas. “A principal medida adotada e a mais efetiva é a proibição do agressor de se aproximar da vítima. Outra ação importante, que também visa à proteção imediata da mulher, é o afastamento do agressor do lar. A Lei entende que a prioridade neste caso é da mulher e somente depois de afastada a situação de risco de violência será observada a questão do direito patrimonial”, explicou.
Sobre dados estatísticos, a Promotora afirmou que um levantamento apontou que nos anos de 2011 e 2012 apenas 52 registros de pedido de medida protetiva foram registrados em Chopinzinho. “Infelizmente devemos lembrar que em mais de 90% dos casos registrados, as mulheres voltam atrás e retiram a denúncia”, lamentou.
A promotora concluiu seu relato, lembrando que a violência é um sintoma resultante do sentimento de superioridade do homem com relação à mulher. “A sociedade deve manter sempre ações de igualdade de gênero e a visualização de mulheres em cargos de grande expressividade, pode ser considerado um ponto de partida para mudanças mais significativas e de maior igualdade entre as pessoas”.
Vanessa Brugnera Assessora de Comunicação
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Sessões Ordinárias todas as Terças-feiras às 18h
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