Produtores residentes às margens do alagado foram orientados a mover ações indenizatórias

06 de dezembro de 2011
Uma Audiência Pública realizada pela Câmara Municipal de Chopizinho reuniu produtores rurais, lideranças políticas e sindicais e representantes da Tractebel Energia para discutir a Legislação que define a manutenção de 100 metros de mata ciliar preservada às margens do alagado, além de alertar quanto ao prazo, que expira no dia 31 de dezembro de 2011, para que ações indenizatórias sejam impetradas.

O debate foi realizado na manhã de sábado, 3, e contou com a presença do Presidente do Sindicato Rural Patronal, Enio Pigosso, do Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Amarildo Secco, do Secretário Municipal de Agricultura, Luiz Pasquali, do Coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens, Helio Meca, do Gerente de Meio Ambiente da Tractebel, Jose Magri, do Gerente Local da Tractebel, Julio Lunardi e do Assessor Jurídico da FAEP, Fernando knoer.

A Audiência Pública foi presidida pelo presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Ecologia e Meio Ambiente, o Vereador Rogério Masetto, e pelos Vereadores Vanderlei Carlos Verdi, André Ghidin, Damiano Szymczak e Antônio De March.

APPs
Em seu pronunciamento, Amarildo Secco, disse que o ideal seria a mudança no Código Ambiental, porém, já que a melhor ação a ser tomada é o encaminhamento de um processo judicial, neste caso o Sindicato vai solicitar que estas ações indenizatórias sejam encaminhadas de forma gratuita”, observou.

Para o Gerente de Meio Ambiente da Tractebel, Jose Magri, todos devem agir sempre em concordância com as exigências determinadas pelas Leis vigentes. Porém, o mesmo questionou em seu pronunciamento o conteúdo da Lei que determina a preservação de 100 metros às margens do alagado. “Embora a Lei determine um espaço mínimo de preservação, tanto no setor urbano (30m) quanto no setor rural (100m), o texto abre espaço para mudanças, uma vez que coloca a possibilidade de alteração para mais ou para menos, conforme a avaliação de cada caso. “Portanto, as medidas são variáveis e estão sujeitas aos critérios do órgão licenciador no ato da emissão da licença”, afirmou.

Ação indenizatória
Durante o debate todos os agricultores foram informados de que pela Lei, o crime ambiental não prescreve, porém o crime patrimonial sim, então a ação indenizatória, que tem prazo para ser impetrada até o dia 30 de dezembro, é a melhor solução para o caso em questão.

O Assessor Jurídico da FAEP, Fernando knoer, relatou que chegou ao conhecimento da FAEP, através do contato de muitos agricultores, que os mesmos receberam correspondências, algumas até com um tom ameaçador, de que os mesmos deveriam parar com sua atividade produtiva ou ainda demolir cercas e imóveis construídos nestas áreas. “Então a FAEP se viu na obrigação de auxiliar os agricultores a buscar soluções para atender as preocupações e prejuízos gerados pela cobrança do cumprimento das Leis Ambientais, portanto, foi por este motivo que a FAEP tem realizado reuniões, com o mesmo objetivo que a Câmara Municipal propôs essa audiência, que é de alertar os agricultores para que ninguém corra o risco de atuar mais tarde e receber a resposta de que atuou fora do prazo”.

Audiência Pública
Segundo o Vereador Rogério Masetto, a Audiência Pública cumpriu o objetivo proposto que era de esclarecer a população, principalmente, porque havia algumas opiniões divergentes de lideranças sindicais. “O debate culminou em um consenso, que determina como melhor opção a propositura de uma ação judicial solicitando a indenização devida”, disse.

O Vereador Verdi, em seus agradecimentos, ressaltou a importância de estar contribuindo no esclarecimento e também na solução deste problema, pois além dos danos materiais e financeiros, durante a Audiência Pública foi muito debatido o transtorno para as famílias, os prejuízos emocionais que toda essa mudança acarreta.


Vanessa Brugnera
Assessora de Comunicação
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