Audiência pública vai discutir a Legislação especÃfica das Ã�reas de Preservação Ambiental
21 de novembro de 2011
Uma audiência pública será realizada para discutir com os agricultores chopinzinhenses a Legislação que define que seja mantido 100 metros de mata ciliar preservada junto às margens do alagado e a Medida Provisória 2.166-67/01, que estabeleceu que a indenização ou aquisição desta área fica sob a responsabilidade dos produtores.
Na ocasião, o Vereador Rogério Masetto explicou que o prazo para que as pessoas possam entrar com ações indenizatórias expira no dia 31 de dezembro e o objetivo desta iniciativa é de oferecer informações aos agricultores chopinzinhenses para que não percam a oportunidade de exigir judicialmente seus direitos.
Rogério comentou que as Comissões deliberaram sobre a proposição feita pelo vereador Verdi anteriormente, sobre a realização de uma audiência pública para deliberar o assunto. “Nós não temos uma opinião formada sobre o posicionamento a ser tomado pelos agricultores, por isso estamos promovendo um debate com a presença de técnicos e sindicalistas para que o posicionamento mais adequado seja adotado”, afirmou Masetto.
A realização deste encontro é uma iniciativa da Câmara Municipal de Vereadores de Chopinzinho e audiência está marcada para acontecer no dia 3 de dezembro, nas dependências da Câmara Municipal.
A divulgação de realização do encontro e o convite aos agricultores foi feita pelo Vereador Rogério Masetto ainda na semana passada, durante a realização da 40ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Chopinzinho.
Problemática
Segundo informações contidas no boletim informativo da FAEP, que tráz uma retrospectiva de toda a situação apresentada desde a criação do Código Florestal que estabelece as Áreas de Preservação Ambiental (APPs), a entidade tem lutado para reverter uma injustiça. “As autoridades ambientais cobram dos produtores rurais a responsabilidade pela implantação dos 100 metros de mata ciliar às margens dos lagos criados artificialmente pelas hidrelétricas. Se nada for feito, para muitos pequenos agricultores será inviável continuar na atividade agrícola diante dos custos deste passivo ambiental”, consta.
Vale lembrar que o Decreto 6:514/2008 fixou data limite para ser averbada a reserva legal das propriedades agrícolas do país. Para averbar a reserva legal é preciso fazer o Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva Legal (Sisleg), o que implica em delimitar as APPs. Segundo a FAEP, esta medida fica inviabilizada porque no processo de aquisição das áreas feito pela Copel o prazo de pagamento foi estipulado em 20 anos, logo os produtores não possuem matrículas e os mapas das propriedades para obter o Sisleg. Finalizando, a FAEP aponta como única medida efetiva para desatar estes nós burocráticos seria a criação de um novo Código Florestal.
A Usina de Salto Santiago foi construída e inaugurada em 1979 pela Eletrosul, que não compensou os produtores pela mata ciliar, nem reassentou as famílias atingidas pelo reservatório. Em 1997, a Usina foi privatizada e assumiu seu controle a Tractebel Energia. Ocupa territórios de oito municípios: Candói, Rio Bonito do Iguaçu, Saudade do Iguaçu, Porto Barreiro, Virmond, Foz do Jordão, Mangueirinha e Chopinzinho.
Vanessa Brugnera Assessora de Comunicação
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